DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.2  n.4   ago/01                            ARTIGO 03

Tecendo a rede de Wersig com os indícios de Ginzburg
Weaving the Wersig's net with the Ginzburg's signs
por Isa Maria Freire e Vania M. R. Hermes de Araujo




Resumo: Propõem-se uma visão da característica interdisciplinar da Ciência da Informação como um "tear de tecer significados", no campo científico. Nessa perspectiva, o modelo de rede conceitual de Wersig e o paradigma indicário de Ginzburg são vistos como os fios de uma urdidura conceitual a partir da qual cientistas da informação podem tecer suas abordagens sobre a problemática da informação.
Palavras chave: Ciência da Informação, Interdisciplinaridade, Modelo conceitual.
 

Abstract: The authors propose an  interdisciplinary vision of of Information Science as a "framework of weaving meanings", in the scientific field. In that perspective, the Wersig's conceptual net and the Ginzburg's signs paradigm they can be seen as a conceptual warp starting from which information scientists can weave its approaches on information problems.
Keywords: Information Science, Interdisciplinary, Conceptual model.
 


 
 
 
  1. Contexto e interdisciplinaridade

Bunge tem uma opinião muito rigorosa com relação à existência de "teoria" nas ciências sociais: nesta área, seria mais comum encontrarmos quadros teóricos, ou contexto, que ele define como,
 

"... um conjunto de proposições referentes a um mesmo domínio (p.ex., sociedades humanas) contendo certos conceitos (p.ex., classe social e anomia) que constituem um grupo homogêneo [e que] serve ... de matéria-prima para elaboração de teorias ...". [1]     Para ele, é importante que o sistema teórico tenha uma coerência semântica interna que o dote de instrumentos de abordagem dos fatos, de modo a propor interpretações e permitir experimentos nos quais essa coerência possa ser testada e validada. Pois nenhuma teoria reproduz diretamente a experiência: primeiro, porque é constituída através de conceitos e estes, longe de serem empíricos (isto é, observáveis) são construtos intelectuais (isto é, transcendem à observação); segundo, porque os conceitos constitutivos são relativamente poucos em cada teoria, e referem-se muito mais a aspectos escolhidos na experiência subjetiva ou objetiva do que a um sistema físico real [2]. Mas enquanto conjunto significativo pertinente, todo sistema teórico é, em última instância, relativo a uma problemática, o que significa que deve referir-se efetivamente à realidade que visa interpretar.

    A proposta de abordagem de problemas tem sido uma característica metodológica da ciência da informação, como mostra Saracevic:
 

"... Popper, em 1972, sugeriu que 'não somos estudantes de assuntos mas estudantes de problemas' [3]. [Nessa perspectiva,] a ciência da informação, como qualquer outro campo, é definida pelos problemas que aborda e pelos métodos que escolheu, com o passar do tempo,  para resolver esses problemas." [4]


    Saracevic [5]  coloca que os problemas de informação, enquanto fenômeno da comunicação humana, não podem ser abordados dentro de uma única área da atividade científica. Por isso, torna-se necessário o desenvolvimento de abordagens teóricas e metodológicas que favoreçam a interdisciplinaridade e permitam o relacionamento da ciência da informação com outros campos científicos. Para ele, isto significa que
 

"... a característica interdisciplinar da ciência da informação não precisa ser procurada, está lá, no âmago do próprio campo científico." [6]


    Mostafa reitera o reconhecimento da característica interdisciplinar que distingue a ciência da informação, formulando sua abordagem de uma perspectiva epistemológica como uma contingência e um  paradoxo, pois
 

"... Contraditoriamente, ciência da informação é uma disciplina. Como entender esta relação? ...

... Ser uma disciplina é se aproximar da realidade com uma certa disciplina. São os recortes possíveis. ... É a comunidade científica (e apenas ela) quem define onde fazer os cortes e como encaminhar métodos de estudar os pedaços recortados do real. ... Os espaços que sobram entre os cortes ... são espaços interdisciplinares. ... A interdisciplinaridade ... é a contradição inevitável gerada pela hiper-racionalização a que chegou a ciência moderna. Produto e resultado da dispersão do conhecimento. ...". [7]


    Para Demo, se a "disciplinarização" pode ser vista como especialização do conhecimento científico (para ele sinônimo de "ciência"), seu processo oposto, "interdisciplinarização", poderia ser compreendido como um retorno à figura do "sábio universal", do generalista entre especialistas. Mas ele assinala que a complexidade da realidade aponta para o fato de que "generalidades" e "interdisciplinaridade" também estão distantes uma da outra, sendo esta última.
 

"... mais facilmente encontrável no plano metodológico, desde que não defendamos áreas estanques do conhecimento, porque "fazer ciência" é o mesmo desafio para todos, ainda que historicamente sejam sempre cabíveis respostas localizadas. ..." [8]


    Nesse sentido, podemos "ver" a ciência da informação como um tear interdisciplinar, onde se pode tecer uma rede com fios conceituais de outros campos científicos para capturar o sentido de uma dada problemática na perspectiva da informação, como proposto por Wersig [9]. No seu texto, ele sugere a imagem do pássaro-tecelão [10] como metáfora para o campo da ciência da informação - que poderia vir a tornar-se um sistema de navegação conceitual  na abordagem de problemas da informação, na sociedade contemporânea . [11]
 
 

2. A propósito do pássaro-tecelão

    Wersig deixa claro que seu ponto de vista é o da ciência da informação, mas reconhece que, ao tomar como perspectiva o novo papel do conhecimento na sociedade contemporânea, pode parecer que tenha adotado a perspectiva da "filosofia da ciência" - quem sabe uma "filosofia do conhecimento", que estaria muito próxima das novas ciências pós-modernas. Ele considera que, sendo bastante direcionado pela necessidade de lidar com problemas, o trabalho desse novo tipo de ciência não se restringiria a enunciados e conceitos, mas se ampliaria até a proposição de estratégias para lidar com problemas.

No campo da ciência da informação,
 

"... Esta necessidade exige o desenvolvimento de perspectivas que considerem a resolução de problemas internos ao campo científico e a estruturação do campo a partir dessa visão. Por outro lado, os problemas internos acontecem por causa de complexidades e contradições presentes nas situações sociais. Então, o campo teria, normalmente, uma estrutura que hoje abordaríamos como "caótica". O próximo passo seria estruturar essa realidade caótica, descobrindo seus "atratores estranhos" e suas contradições ou relações, para então contrastar a estrutura interna dos problemas do campo com as estruturas gerais. Por fim, estratégias têm que ser desenvolvidas para lidar com problemas sob condições caóticas, usando os conceitos disponíveis, ou "atratores", para organizá-los".[12]     Wersig apresenta sua proposta de abordagem dos problemas de informação para a ciência da informação, com três tipos de modelos e respectivas bases teórico-metodológicas. No primeiro modelo, propõe a redefinição de conceitos científicos amplos, redesenhados para os propósitos do campo da ciência da informação. Neste caso, os fundamentos para a construção da teoria devem levar em consideração conceitos existentes no campo científico mais amplo, desde que sejam pertinentes, confrontando-os com processos da realidade e indagando sobre seu potencial na ciência da informação.

    O segundo modelo sugerido por Wersig propõe uma estrutura teórica modelada pela reformulação científica de "inter-conceitos", redesenhados para os propósitos do campo da ciência da informação. Nesse contexto,
 

"Se olharmos nosso campo descobriremos que alguns conceitos essenciais para o necessário fundamento teórico, não são conceitos científicos estabelecidos com uma estrutura própria. ... Chamo estes conceitos de "conceitos fundamentais", porque eles [unem] um conjunto de disciplinas tradicionais sem [que esta  situação venha] a ser compreendida como transdisciplinar. Um exemplo de conceito fundamental é o conceito básico a partir do qual propus construir a compreensão de ciência da informação: "conhecimento". ... [Esses] conceitos com auto-referência forte, ... estão presentes no discurso de muitas disciplinas, mas não têm um domicílio científico. Reformulá-los, significa procurar todas as suas incorporações, seguindo [seus indícios] até suas raízes na evolução humana  ...". [13]     Por fim, no terceiro dos modelos, Wersig sugere para a ciência da informação uma estrutura teórica que considere menos a formulação de leis gerais e mais a de estratégias de ação, mediante uma abordagem de entrelaçamento de conceitos científicos. Neste modelo, os conceitos fundamentais
  "... se constituem semelhantemente a ímãs, ou "atratores", atraindo os materiais [teóricos ou empíricos] para fora [dos seus respectivos campos científicos] e reestruturando-os dentro da estrutura científica da informação. ..." [14]


    Dessa forma, seria tecida uma proto-rede de conceitos básicos em ciência da informação, a partir da qual outros indivíduos ou grupos poderiam encontrar e entretecer outros fios soltos, fazendo a rede ainda mais inclusiva e mais apertada, de modo a aumentar seu caráter científico. A estrutura de uma rede centrada ao redor do conceito "conhecimento", tal como formulada por Wersig, é mostrada na figura 1:

Fig. 1 - Modelo de  "rede conceitual"
Fonte: Wersig, 1993



    No texto, Wersig desenvolve sua "rede" a partir da idéia de uma mudança real no papel do conhecimento para indivíduos, organizações e culturas. Dessa forma, acredita, é possível entretecer os fios conceituais urdidos em outros campos científicos no tear da ciência da informação [15]. No presente exercício,  agregamos à rede de Wersig o método indiciário sugerido por Ginzburg e que apresentamos agora.
 
 

3. O paradigma indiciário

    Esse paradigma, segundo Ginzburg, tem raízes muito antigas, que remontariam à própria evolução da humanidade.
 

"Por milênios o homem foi caçador. ... Aprendeu a farejar, registrar, interpretar e classificar pistas infinitesimais como fios de barba. Aprendeu a fazer operações mentais complexas com rapidez fulminante, no interior de um denso bosque ou numa clareira cheia de ciladas.

Gerações e gerações de caçadores enriqueceram e transmitiram esse patrimônio cognoscitivo. ..." [16]


    O paradigma indiciário se traduz em "um saber de tipo venatório", caracterizado pela capacidade de, a partir de dados aparentemente irrelevantes, descrever uma realidade complexa que não seria cientificamente experimentável. Pode-se acrescentar que esses dados são sempre dispostos pelo observador [um caçador, p.ex.] de modo tal que possa se traduzir numa seqüência narrativa, cuja formulação mais simples poderia ser "alguém passou por aqui". Ginzburg acredita que a própria idéia de narração (contar uma história, descrever situações e comportamentos), distinta de outras formas de expressão, como o sortilégio, o exconjuro ou a invocação, tenha nascido numa sociedade de caçadores, a partir da experiência da decifração das pistas:
 

"... O caçador teria sido o primeiro a "narrar uma história" porque era o único capaz de ler, nas pistas mudas (se não imperceptíveis) deixadas pela presa, uma série coerente de eventos.

... Decifrar" ou "ler" as pistas dos animais são metáforas. Sentimo-nos tentados a tomá-las ao pé da letra, como a condensação verbal de um processo histórico que levou, num espaço de tempo talvez longuíssimo, à invenção da escrita." [17]


    Ginzburg compara os fios que compõem uma pesquisa desenvolvida sob o paradigma indiciário aos fios de um tapete. Colocados os conceitos básicos e definido o campo onde se realiza a investigação, enfim, reunidos os indícios ou pistas do objeto de estudo, a visão do observador verá tomar forma uma "trama densa e homogênea" que será tecida no tear do quadro de referência teórico. A coerência do padrão desenhado pela visão do observador é verificável "percorrendo-se o tapete com os olhos em várias direções" [18]. O tapete é o paradigma que, a cada vez que é usado e conforme o contexto, denomina-se venatório, divinatório, indiciário ou semiótico.
 

"Trata-se, como é claro, de adjetivos não-sinônimos, que no entanto remetem a um modelo epistemológico comum, articulado em disciplinas diferentes, muitas vezes ligadas entre si pelo empréstimo de métodos ou termos-chave. [19]

 Essa idéia, que constitui o ponto essencial do paradigma indiciário ou semiótico, penetrou nos mais variados âmbitos cognoscitivos, modelando profundamente as ciências humanas. Minúsculas particularidades paleográficas foram empregadas como pistas que permitiam reconstruir trocas e transformações culturais ..." [20]


    Mas a questão que Ginzburg coloca, nesse ponto de sua argumentação, é se um paradigma indiciário pode ser rigoroso. Para ele, o tipo de rigor das ciências da natureza é não apenas inatingível mas, certamente, também indesejável para as formas de saber mais ligadas à experiência cotidiana - mais precisamente, para
 

"... todas as situações em que a unicidade e o caráter insubstituível dos dados são, aos olhos das pessoas envolvidas, decisivos. Em situações como essas, o rigor flexível ... do paradigma indiciário mostra-se ineliminável. ... Nesse tipo de conhecimento entram em jogo ... elementos imponderáveis: faro, golpe de vista, intuição" [21].


    Ele ressalva que, usando-se o termo "intuição" como sinônimo de processos racionais, será possível resgatar antigos conceitos que fazem parte das origens da ciência, no Ocidente, como o da  firasa, em que se baseava a fisiognomonia árabe, uma
 

"... noção complexa, que designava em geral a capacidade de passar imediatamente do conhecido para o desconhecido, na base de indícios. O termo, extraído do vocabulário dos sufi, era usado para designar tantos as intuições místicas quanto as formas de discernimento e sagacidade ... Nessa segunda acepção, a firasa  não é senão o órgão do saber indiciário."  [22]


    Essa "intuição" está arraigada nos sentidos (mesmo superando os atributos biológicos) e é difundida no mundo todo, sem limites geográficos, históricos, étnicos, sexuais ou de classe - é parte integrante do gênero humano e, nesse sentido, está muito distante de qualquer forma de privilégio social. Talvez por sua origem enraizada na fronteira indefinível entre natureza e cultura, o paradigma indiciário
 

"... pode se converter num instrumento para dissolver as névoas da ideologia que, cada vez mais, obscurecem uma estrutura social como a do capitalismo [contemporâneo]. [Pois] se a realidade é opaca, existem zonas privilegiadas - sinais, indícios - que permitem decifrá-la" [23].


    Dessa forma, o paradigma indiciário poderia revelar a subjetividade presente na visão do observador que investiga a realidade humana, tornando-se um dos "caminhos" através do qual o mistério da unidade subjacente à diversidade existente no mundo, objeto de todo conhecimento, pode adquirir um sentido. A nosso ver, ao lado do modelo de rede conceitual de Wersig, o método dos indícios pode se constituir num dos fios do urdimento dos tapetes tecidos no tear interdisciplinar da ciência da informação. E quem sabe, durante o seu ofício um tecelão de significados venha a resgatar, do fundo do inconsciente coletivo, a preciosa informação sobre a arte de tecer tapetes voadores ...
 
 

NOTAS

[1]   BUNGE, M., 1980, p.160. Termos em itálico, no original.
[2]   BUNGE, M., idem, p.159 a 183.
[3]   Neste ponto, o autor faz referência a: POPPER, K.R. Conjectures and refutations: The growth of scientific knowledge. 4th rev ed. New York: Basic Books, 1972.
[4]   SARACEVIC, T., 1995.
[5]   SARACEVIC, T, 1996.
[6]   SARACEVIC, T, 1995.
[7]   MOSTAFA, S.P., 1995.
[8]   DEMO, P., 2000, p.73.
[9]   WERSIG, G., 1993.

[10]  Pássaro-tecelão. s.m. Qualquer pássaro da numerosa família Ploceidae, que vive principalmente na África e na Ásia, conhecido por construir seus ninhos mediante entrelaçamento de diversos materiais retirados do meio ambiente onde habitam. WEBSTER´S ENCYCLOPEDIC UNABRIDGED DICTIONARY OF THE ENGLISH LANGUAGE. N. Jersey: Gramercy Books, 1989.
[11]  "... talvez o pássaro-tecelão possa vir a ser o símbolo da teoria da ciência da informação [uma vez que] todas as coisas estão conectadas de alguma forma ... No nosso caso o passo seguinte da evolução na ciência espera para ser dado, por alguém." WERSIG, G., idem, p.238 e 239.
[12]  WERSIG, G., idem,  p.234. Grifo nosso. Sobre a contribuição da teoria do caos à ciência da informação, ver ARAUJO, V.M.R.H. de., 1994.
[13]  WERSIG, G., idem, p.237.

[14]  WERSIG, G., idem, p.238.
[15]  Aplicamos seu modelo a uma situação no campo científico, procurando os indícios da consciência possível no território da literatura da ciência da informação. Ver FREIRE, I.M., 2001.
[16]  GINZBURG, C., idem, p.151.
[17]  GINZBURG, C., idem, p.152.
[18]  GINZBURG, C., idem, p.170.

[19]  GINZBURG, C., idem, p.170.
[20]  GINZBURG, C., idem, p.177.
[21]  GINZBURG, C., idem, p.177.
[22]  GINZBURG, C., idem, p.179.
[23]  GINZBURG, C., idem, p.177.
 
 
 


Referências Bibliográficas

ARAUJO, V.M.R.H. de. Sistemas  de  recuperação  da  informação:  nova  abordagem teórico-conceitual. Rio de Janeiro: Escola de Comunicação da UFRJ, 1994. (Tese, Doutorado em Comunicação e Cultura). Orientadores: Muniz Sodré de A. C., Gilda M. Braga

BUNGE, M. Epistemologia; curso de atualização. 2ed. São Paulo: T.A. Queiroz Ed., 1980

DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000

FREIRE, I.M. A responsabilidade social da ciência da informação e/ou O olhar da consciência possível sobre o campo científico. Rio de Janeiro: Escola da Comunicação da UFRJ, 2001 (Tese, Doutorado em Ciência da Informação). Orientadora: V.M.R. Hermes de Araujo

GINZBURG, C. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Cia. das Letras, 1989

MOSTAFA, S.P. "Ciência da Informação: uma ciência, uma revista". Ciência da Informação, v.25, n.3, 1995

SARACEVIC, T. "Ciência da Informação: origem, evolução e relações". Perspectivas em Ciência da Informação, v.1, n.1, 1996

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WEBSTER´S ENCYCLOPEDIC UNABRIDGED DICTIONARY OF THE ENGLISH LANGUAGE. N. Jersey: Gramercy Books, 1989

WERSIG, G. "Information science: the study of postmodern knowledge usage". Information Processing & Management,  v.29, n.2, 1993
 
 


Sobre as autoras / About the Authors:
Isa Maria Freire
isa@mtecnet.com.br
Doutora em Ciência da Informação
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
Convênio MCT/IBICT - UFRJ/ECO
 

Vania M. R. Hermes de Araujo
Doutora em Comunicação e Cultura
Hermes Consultores