DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.6  n.1   fev/05                            ARTIGO 03

Visibilidade da produção científica gerada pelos docentes e egressos dos Programas de Pós-graduação em Ciência da Informação e as interfaces com os Grupos de Pesquisa da área, constantes do Diretório do CNPq *
Visibility of scientific production of Information Science Graduate Programs in Brazil
por Dinah Aguiar Población



Resumo: O desenvolvimento da pesquisa na área, após a criação dos Cursos de Pós-Graduação em Ciência da Informação, a partir de 1970 e do credenciamento de três novos Programas no final da década de 90, mostra o crescimento da comunidade dos pesquisadores que estão consolidando "a área emergente". A contribuição da  ANCIB criada em junho de 1989 e a realização dos Encontros dos pesquisadores (EnANCIB), a partir de 1994, respondem aos desafios enfrentados pela "comunidade que está alicerçada no potencial dos profissionais que produzem conhecimento". A visualização do perfil dos atuais 117 docentes que atuam nos 9 Programas de Pós-Graduação permite a comparação da situação em que se encontram hoje em relação aos 66 docentes/doutores vinculados aos seis Programas existentes em dezembro de 1999. Por outro lado, o Núcleo de Produção Científica (NPC) sediado na ECA/USP desde 1992, vem acompanhando o desenvolvimento dos Programas, a estruturação e reestruturação das linhas de pesquisa, a produção docente e outros dados de atividade científica, gerando bases de dados disponíveis à comunidade da área. Os resultados preliminares do atual projeto de pesquisa apoiado pelo CNPq mostram o número de egressos dos Programas de Mestrado e Doutorado e relaciona-os com as linhas de pesquisa dos Programas. As próximas etapas da pesquisa estão previstas para identificar a relação entre formação e área de titulação dos docentes/doutores com as linhas de pesquisa dos Programas e dos Grupos de Pesquisa do Diretório do CNPq.
Palavras-chave: Produção científica; Ciência da Informação; Pós-graduação em Ciência da Informação; Grupos de pesquisa em Ciência da Informação.

Abstract: Since 1970, after the establishment of the Graduate Courses in Information Science, as well as the approval of 3 new programs in the end of the 1990s, the development of the research on the field showed the growth of the scholar's community who are consolidating the "emerging field".  Created in June 1989, ANCIB´s contribution and the organization of the Meetings for scholars (EnANCIB), from 1994 on, gave an answer to the challenges faced by "the community who is founded in the potential of the scholars who produce knowledge". The profiles of the 117 lecturers working in the 9 Graduate Programs allow the comparison between their situations today with the 66 lecturers/doctors working on the 6 programs of December 1999. On the other hand, the Center of Scientific Production (NPC), established in ECA/USP since 1992, has been following the development of the Programs, the organization and reorganization of the research lines, the lecturers´ production and other data of scientific activity, generating databases that are available to the community in the field. The preliminary results of its latest research project, supported by CNPq, show the number of students who finished the Masters and Doctorate Programs and relate them to the research lines of the Programs. The next steps of the research aim to establish the relationship between the lecturers´ formal education and titles with the research lines of their Programs and the Research Groups on the Directory of the CNPq.
Keywords: Scientific production; Information Science; Information Science Graduate Programs; Information Science Research Groups.
 
 

Apresentação

As diferentes realidades de cada área do conhecimento transparecem na avaliação do desempenho científico, a qual está baseada no padrão prévio do crescimento da ciência. (MENEGHINI, 1988[1], 1991[2]). Em se considerando a capacidade de produzir conhecimento, a Ciência da Informação como área mais abrangente, que teve suas raízes na Biblioteconomia e Documentação, surgiu no Brasil na década de 70 como "'área emergente" e considerada como "ciência imatura" (MUELLER e SANTANA, 2003[3]). Essa área ao longo dos 35 anos vem traçando sua trajetória (POBLACIÓN, 1997a[4]) para o amadurecimento. A criação dos cursos de pós-graduação específicos da área (POBLACIÓN, 1993[5]), sendo o IBICT como pioneiro em 1970. o primeiro a designar como Ciência da Informação o curso de mestrado (FERREIRA, 1995[6]), foi à semente lançada no Brasil para formação de pesquisadores na nova Ciência.  Vasta literatura tem sido produzida enfocando os vários aspectos da participação dos pesquisadores e da evolução da área, no entanto, a profunda análise e as perspectivas das pesquisas de natureza interdisciplinar e multidisciplinar apresentadas por Miranda e Barreto (1999/2000[7]) após 30 anos de pós-graduação, complementam os vários trabalhos apresentados por renomados autores que traçam o estado da arte da pesquisa em Ciência da Informação no Brasil, publicados no número especial 1999/2000 da Revista de Biblioteconomia de Brasília. Confirmam-se as mudanças de paradigmas que se sucedem em decorrência dos  avanços sócio-econômicos e tecnológicos presentes no cenário dos sistemas de informação. Sinais evidentes de novas perspectivas alteram o panorama descrito em 1995 por Pinheiro e Loureiro[8] quando foi identificada "a ausência na área, de um corpo de fundamentos teóricos que possam delinear o seu horizonte científico".

A formação da massa crítica, que vem ocorrendo desde 1970, representa considerável potencial à contribuição da investigação científica, não apenas quantitativamente, mas evidencia o progresso qualitativo das dissertações e das teses de doutorado a partir de 1980, principalmente na década de 90. Vários fatores foram decisivos para ampliar o "colégio invisível", fenômeno descrito por Price (1963[9]), hoje consolidado e caracterizado como "colégio virtual". O fortalecimento desses "colégios" que se iniciaram em 1954, com as comunicações entre profissionais de biblioteconomia, documentação, arquivologia, museologia e ciência da informação (POBLACIÓN, 1997b[10]), vêm se multiplicando com a participação de multi-profissionais que interagem demonstrando grande interesse pelos temas que nesses eventos revigoram seus conhecimentos.
 
 

PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E A ANCIB

A difusão dos resultados de pesquisa em Ciência da Informação foi à meta alcançada com a criação, em junho de 1989, da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação e Biblioteconomia (ANCIB). A viabilização dos projetos integrados propostos ao CNPq em 1992 pela ANCIB, permitiu que em 1994, durante o Primeiro Evento Nacional de Pesquisa (EnANCIB), realizado em Belo Horizonte, fossem apresentados 19 trabalhos com os resultados dos temas investigados, dentro da estrutura da pesquisa institucionalizada, em 7 grupos temáticos, dos quais  até a presente data, permanecem seis, embora com pequenas alterações (EnANCIB[11]; Mueller, Miranda, Suaiden, 1999/2000[12]). Vale lembrar que o Primeiro EnANCIB foi realizado paralelamente ao XIII Encontro Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em Biblioteconomia e Documentação. O objetivo principal desses Encontros dos Cursos era o de reunir coordenadores e docentes dos cursos de pós-graduação com a finalidade de discutir problemas administrativos e a pertinência das estruturas dos programas de acordo com a ementa das linhas de pesquisa que vinham sendo reavaliadas desde 1970. Após quase cinco anos de experiências, os gestores e docentes dos Programas de Pós-Graduação em nível de Mestrado enfrentando os novos desafios do nível de Doutorado que na década de 90 estavam sendo credenciados em três universidades (URFJ, UFMG e UnB) reavaliaram os objetivos desses Encontros dos Cursos e concluíram que a área já estava apta para mudar de rumo devendo centrar-se nos EnANCIB para divulgar os resultados das pesquisas realizadas. Assim, encerram-se os Encontros e iniciam-se nesse ano de 1994 os EnANCIBs coerentes com as  perspectivas de novos cenários na pesquisa em Ciência da Informação e "diante de uma verdadeira ciência nova, pós-moderna, de natureza tanto interdisciplinar quanto numa relação de conjecturas e refutação" apontadas por Miranda e Barreto (1999/2000[7]). No limiar do século XXI surgem novos Programas de Mestrado e reformulam-se os anteriores. O documento elaborado por Mueller, Miranda e Suaiden (1999/2000[12]) confirma essas tendências e traz uma análise dos trabalhos apresentados no IV EnANCIB em 2000, realizado em Brasília, mostrando após onze anos de criação da ANCIB,  a evolução da pesquisa na área com acentuado crescimento do número de comunicações nos EnANCIBs com resultados de pesquisa  nos temas predominantes sobre "Novas Tecnologias" (GT-3 da ANCIB) e "Informação Tecnológica" (GT-1 da ANCIB) complementado com o recém-criado (GT-7 da ANCIB) "Inteligência Competitiva" enfatizando o grande interesse por essa área. Por outro lado, dos seis Grupos iniciais, o tema "Formação Profissional" (GT-6 da ANCIB) foi o menos produtivo mantendo nos dois últimos EnANCIB o percentual de 7 e 8% respectivamente dos trabalhos apresentados.

Nessa ocasião, segundo Pinheiro (1999/2000[16]) a ANCIB contava com 179 sócios ativos. Considerando que ainda não está acessível à análise dos resultados do V EnANCIB  realizado em Belo Horizonte em 2003 continua válido o comentário de Muller, Miranda e Suaiden (1999/2000[12]) referente aos pesquisadores que "emergem do encontro como um grupo dinâmico" embora afirmem que a Ciência da Informação "é uma área em estágio de formação de seus pesquisadores".
 

Expansão dos Programas de Pós-graduação e tamanho da comunidade

Dois momentos da recente história da área que se caracterizam pela expansão dos Programas de Pós-graduação, estão fundamentados em: 1) ambiente que propicia a demanda pelos sistemas de informação iniciado na sociedade brasileira nas décadas de 70 e 80 2) na explosão tecnológica que culmina no final do século XX, considerados os principais responsáveis pelos desafios do século que se inicia. Alguns desses desafios estão relacionados com o "tamanho da comunidade que está alicerçada no potencial dos profissionais qualificados que produzem conhecimento" (POBLACIÓN e NORONHA, 2003[13]).

Na medida em que a informação (como objeto) e a comunicação (como processo) alicerçam todas as áreas do conhecimento é evidente que o perfil dos profissionais egressos dos programas de pós-graduação, bem como dos docentes que os orientam, seja traçado mostrando a relação entre a formação profissional desde a graduação até a titulação (mestrado, doutorado, pós-doutorado) (POBLACIÓN et al., 2000[14]).

A trajetória percorrida pelos docentes e egressos, para usufruir as condições favoráveis inerentes às várias fases do input, as quais propiciariam com sucesso o output através dos canais formais e informais para a geração, uso e difusão da informação, afeta o modelo com base no centro do processo de visibilidade fundamentado no critério de qualidade que é avaliado pelos pares (DAVYT e VELHO, 2000[15]).

A caracterização dessa comunidade é fundamental para determinar o impacto desse output, levando em conta os recursos humanos que vem se qualificando nos programas de pós-graduação, sob orientação do corpo docente que em dezembro de 1999, era constituído por 66 docentes que atuavam em 6 Programas, dos quais 4 ofereciam o nível de doutorado. Em 2004, os Programas em nível de Mestrado que eram 9 e mantinham os mesmos 4 em nível de Doutorado vinculavam 117 doutores. (Tabela 1)


Tabela 1 - Docentes dos Programas de Pós-graduação em Ciência da Informação, segundo área e local de obtenção do título de doutor


*CI - Ciência da informação  ** Outras - Outras áreas do conhecimento
Fonte: POBLACIÓN, D. et al. Evolução do perfil do corpo docente dos Programas de Pós-graduação em Ciência da Informação.  In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13, 2004, Natal, RN. Anais... Natal, RN: UFRN, 2004.
 

 É oportuno ressaltar que dos 117 docentes/doutores atuantes em 2004 os portadores de título na área de Ciência da Informação eram 57 enquanto 60 provinham de outras áreas. (POBLACIÓN et al., 2004[17]).

Esses indicadores quantitativos mostram o crescimento da área com reduzido número de docentes/doutores titulados em Ciência da Informação. Confirma-se assim a interdisciplinaridade e a transversalidade que certamente perpassa na transmissão do conhecimento nas várias disciplinas que fazem parte do currículo e influem na formação dos graduados em Biblioteconomia e Documentação, nas atuais 31 escolas do país (VALENTIM e GUIMARÃES, 2002[18]).

Quanto aos egressos até 2000, segundo Pinheiro (1999/2000[16]) eram representados por 848 mestres e 65 doutores, enquanto em 2002, a pesquisa do NPC mostra o crescimento dos titulados após 2 anos quando os 9 programas totalizaram 1093 (29%) mestres e 95 (46%) os que obtiveram o título de doutor nos quatros Programas credenciados.


Tabela 2 - Mestrados e doutorados defendidos por períodos nos 9 Programas

Os desafios enfrentados para competir no mundo globalizado e estabelecer parcerias nacionais e internacionais (POBLACIÓN e MOREIRO GONZÁLEZ, 2003[19]) poderão trazer novas perspectivas para a área que vem crescendo no cenário da institucionalização da pesquisa. Complementando a estrutura dos Programas de Pós-Graduação, a produção que era categorizada nas análises do NPC, de acordo com suas linhas de pesquisa, deverá ser ampliada, considerando-se o crescimento dos participantes (docentes, discentes e profissionais) interessados nas temáticas de natureza interdisciplinar a partir da existência dos grupos de pesquisa no campo da Ciência da Informação. No território nacional, segundo Miranda e Barreto (1999/2000[7]), o Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq de 1997 indicava na área a existência de 41 grupos com 98 linhas e 198 pesquisadores. Nesse mesmo Diretório os autores identificaram no ano 2000 o crescimento para 62 Grupos com 105 linhas de pesquisa onde participavam 270 pesquisadores. Esses dados também foram confirmados por Pinheiro (1999/2000[16]). Em 2002, o NPC pesquisou o Currículo Lattes dos 117 docentes/doutores dos quais 108 estão participando de 79 Grupos de Pesquisa constantes do Diretório do CNPq.
 

Grupos de Pesquisa em Ciência da Informação no Diretório do CNPq

Introdução
O foco da produção do conhecimento em Ciência da Informação vem sendo contemplado pelas atualizações constantes que o Núcleo de Produção Científica (NPC) sediado na ECA/USP vem mantendo desde 1992 com o acompanhamento de evolução dos Programas das Linhas de Pesquisa e do perfil do corpo docente e respectiva produção. Para tanto, foram geradas as seguintes fontes: 1) Bases: PRODIR (Diretório dos Produtores de Informação), BLC (Base de Literatura Cinzenta), BLC-E (Base de Literatura Cinzenta - Eventos) e BLC-T (Base de Literatura Cinzenta - Teses e Dissertações); 2) Site (http://www.eca.usp.br/nucleos/pc); Atualização constante dos dados de identificação de cada Programa, linha de pesquisa, docentes e produção dos pesquisadores de Ciência da Informação; 3) Folder Dados referentes a cada Programa constantes do site e a indicação dos Grupos de pesquisa do CNPq aos quais estão inseridos os respectivos docentes; 4) CDs com as bibliografias nacionais sobre as temáticas: Produção científica e Comunicação científica.

Objetivos
A partir dos objetivos do atual projeto, com vigência no período de março 2004 a fevereiro2007, a pesquisa privilegia a interface dos Grupos de Pesquisa do Diretório do CNPq com a produção dos docentes e dos respectivos orientandos egressos dos 9 programas de pós-graduação em Ciência da Informação no Brasil.
 

· "Manter atualizada as bases de dados existentes no Núcleo de Produção Científica (NPC) o Prodir (Diretório dos docentes/doutores dos Programas de Pós-Graduação)
o Probi (Produção científica dos docentes/doutores incorporados a Prodir)
o BLC -T- Base de literatura cinzenta - Teses (teses defendidas e orientadas pelos docentes)
o BLC - E - Base de literatura cinzenta - Eventos (cadastro dos eventos da área desde 1951 e a indexação das comunicações dos CBBDs, SNBUs e ENANCIB)
· Otimizar os dados dessas bases para permitir a elaboração de testes estatísticos da produção dos docentes/pesquisadores.
· Estruturar a base de produção dos Grupos de Pesquisa da área.
· Acompanhar a evolução das linhas de pesquisa dos Programas de PG e dos Grupos de Pesquisa.
· Identificar as temáticas da produção e intercambiar experiências com outros grupos de pesquisa que estão desenvolvendo estudos das ocorrências e co-ocorrências de descritores da área de Ciência da Informação.
· Orientar bolsistas de IC e AT para operacionalizar o sistema e alcançar os resultados propostos.
· Liderar o Grupo de Pesquisa de Produção Científica.
· Manter comunicação permanente com os Programas, Grupos de Pesquisa e órgãos representativos da área.
· Participar de eventos de diferentes áreas científicas apresentando comunicações sobre a problemática da Avaliação da Produtividade Científica.
· Elaborar relatórios com as séries históricas das temáticas que foram privilegiadas nos programas e nos Grupos de Pesquisa.
· Produzir documentos para serem publicados ou apresentados no Brasil e no exterior."


Fontes de dados
Reconhecendo a complexidade das coletas de dados nas fontes de informação disponíveis, o trabalho realizado pela equipe do NPC, referente ao 1º Período: março 2004 / fevereiro 2005 conseguiu alcançar os seguintes resultados parciais: 1) Análise das fontes de dados; 2) Identificação e acesso à literatura nacional referente ao estado-da-arte da comunidade de pesquisadores da área; 3) Atualização das bases de dados do NPC; 4) Coleta de dados no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil em suas versões 3.0 e 4.0; 5) Importação de dados do Currículo Lattes dos 117 docentes vinculados aos 9 programas de pós-graduação.

Resultados Preliminares
O caráter censitário do Diretório, desenvolvido pelo CNPq desde 1992, inclui informações referentes aos recursos humanos que estão envolvidos profissional e permanentemente com pesquisas em cada área do conhecimento, vinculados aos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) e nos diversos setores dos institutos de pesquisa, empresas e organizações não governamentais (ONG).

No ano de 2000, a última versão consultada do Diretório confirmou o total em todas as áreas, "11 760 grupos e 49 956 pesquisadores de 224 instituições" (GUIMARÃES, LOURENÇO E COSAC, 2001[20]).

Esses dados diferem do levantamento apresentado por Pinheiro (1999/2000 p.379[16]) que na mesma fonte CNPq: Grupos de Pesquisas <on-line> encontrou 11 313 grupos envolvendo 64 749 pesquisadores. Desse universo a autora destaca a área de conhecimento - Ciência da Informação que está inserida na sub-área de Ciências Sociais Aplicadas dentro da grande área do conhecimento - Humanidades, representada em 2000 por 62 Grupos de Ciência da Informação o que correspondia a 0,55% do total de grupos. Esse número já mostra um crescimento significativo em relação ao ano de 1997 quando 41 grupos, atuando em 98 linhas de pesquisa com 198 pesquisadores foram identificados, por Miranda e Barreto (1999/2000[7]) e também confirmam em 2000 os 62 grupos de pesquisa desenvolvendo 105 linhas de pesquisa onde participam 270 pesquisadores.

Complementando a coleta no Diretório de 2002 o NPC conseguiu identificar 173 pesquisadores distribuídos geograficamente em 12 Estados (Tabela 3).

No atual levantamento realizado pelo NPC, a partir dos dados constantes do Currículo Lattes dos 117 docentes, vinculados aos 9 programas de pós-graduação e confirmado na busca realizada em outubro de 2004 no Diretório dos Grupos de Pesquisa, foram identificados 79 Grupos que constam do folder (outubro 2004).


Tabela 3 - Número e distribuição proporcional dos Programas de Pós-Graduação em relação ao número de Instituições de Ensino/Pesquisa em Ciência da Informação, segundo estados da federação - Brasil - 2002.

Futuras etapas
À Base PRODIR do NPC foi agregado um link do Currículo Lattes para acompanhamento, na próxima etapa, da análise da  produção científica dos docentes segundo as linhas de pesquisas dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação.

Por outro lado serão analisadas as linhas de pesquisa de cada Grupo mencionado no Diretório relacionando-as com as linhas dos programas e vinculação dos docentes. A ferramenta de comparação de para localizar a temática da produção dos docentes, segundo a área de formação e titulação dos doutores e a respectiva vinculação às linhas de pesquisa será elaborada com equipe multidisciplinar.

As análises bibliométricas e cienciométricas serão as próximas etapas  coerentes com as metodologias desenvolvidas por pesquisadores responsáveis por outros projetos financiados pelo CNPq, os quais estão utilizando ferramentas automatizadas para análise de dados qualitativos visando caracterizar os grupos de pesquisa em diferentes áreas do conhecimento.
 

Agradecimentos
Agradeço a contribuição dos pesquisadores e aos bolsistas do Núcleo de Produção Científica (NPC), em especial para o Waldo.
 
 

Notas

[*]Relatório parcial de pesquisa apresentado ao CNPq em fevereiro de 2005.
 
 

Referências bibliográficas

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3-MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; SANTANA, Maria Gorette. A ciência da informação no CNPq: fomento à formação de recursos humanos e à pesquisa entre 1994-2000. DataGramaZero http://www.dgz.org.br, Rio de Janeiro, v.4, n.1, fev. 2003. Acesso:09 mar. 2003.

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Sobre a autora / About the Author:

Dinah Aguiar Población
dinahmap@usp.br
Professora Doutora do Departamento de Biblioteconomia y Documentacão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).
Coordenadora do Núcleo de Produção Científica (NPC) sediado na ECA/USP -  http://www.eca.usp.br/nucleos/pc
Líder do Grupo no Diretório de Pesquisa do CNPq.
Sócia fundadora da ANCIB e presidente nas gestões 1989/91 e 1991/94.